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28/07/09

Ibrahimovic: "Nenhum presidente fez por mim o que Moratti fez"

"Preciso primeiramente agradecer ao Barcelona, ao presidente Laporta, ao meu empresário Raiola e também a Massimo Moratti, porque nenhum presidente fez por mim o quanto ele fez. Ficamos bem eu e a minha família em Milão, mas agora vou viver uma nova vida. Não foram semanas fáceis para mim, mas estou aqui para melhorar a minha carreira. Eu e Moratti concordamos alguns meses faz que só o Barcelona podia e queria me comprar. Agora ninguém é mais feliz do que eu. "

"Não sei por que nunca venci a Liga dos Campeões, eu sempre dei o melhor de mim. "

"Agradeço toda a torcida nerazzurra, mas também a equipe interista. Eu os ajudei e eles também me ajudaram. Infelizmente eu fui embora, mas sou mais feliz aqui. O campeonato italiano me deu muito. Capello me ensinou a jogar dentro da área, quando eu cheguei à Juventus ele me mostrou um vídeo de Van Basten e me disse que eu podia ser como ele. Mas aprendi um pouco com todos os técnicos, até mesmo com Mancini e Mourinho: não seria o jogador de hoje sem o ensinamento deles."

 


por Freddy

Entrevista do dia do 17/05/09

Ibrahimovic no dia da festa do Scudetto

Hoje fiz outro gol, mas o que era importante esta noite era vencer na frente da nossa torcida. Estamos muito felizes, melhor do que assim não podia acontecer. Hoje fizemos três gols e toda a torcida era contente, é normal que está tudo bem. O que eu me lembro dos outros campeonatos? Segundo eu, este é o mais bonito, chegou um técnico novo, tinha muita pressão em cima dele e da equipe, todos os outros times do campeonato eram fortes, mas nós fizemos bem do inicio até o fim do campeonato, não deixamos nada, ao contrario ficamos sempre mais fortes. O nosso treinador diz que a vitoria mais importante é sempre a próxima? Concordo com ele: hoje vencemos, mas o próximo jogo está já na porta, precisa seguir assim, nunca se contentando.

por Freddy


entrevista do 10/07/09 realizada por GazzettaDelloSport

Recoba: "Nunca tentei me melhorar"

Eu tenho um modo de jogar particular e sempre procurei respeitar isto. Na Itália, porém, isto a ninguém importa, conta só o resultado. A mentalidade italiana é totalmente diferente do meu modo de pensar o futebol.

Pela primeira vez eu entendi que se não jogava bem, me substituíam. Depois aconteceram as contusões, tinha dor na anca esquerda e logo que estava mal eu parava de treinar. Claro, principalmente hoje eu entendo que todo jogador para se melhorar precisa treinar, mas em toda sinceridade não sei se algum dia tive vontade de me melhorar. Não creio de ter sido um cara ambicioso, me contentei daquilo que tinha por natureza, sem nunca tentar me melhorar. Os erros que cometi foram todos culpa minha. Por enquanto não me arrependo de nada, mas quando parar de jogar com certeza irei dizer que fui um estúpido.


 por Freddy


Entrevista do 12/06/09 feita pelo jornal "Avvenire"

Roberto Mancini: "Moratti comigo não fazia a formação"

Moratti tentou escalar a formação titular comigo, mas não conseguiu.
As vezes acho que Mantovani (seu ex-presidente aos tempos que jogava na Sampdoria) nunca existiu. Um homem grande demais para ter sido verdadeiro. Hoje os presidentes não ficam calados nunca, fazem entrevistas a cada três dias. Para dizer o que? Criam só confusão.
Aquela frase que eu disse sobre Berlusconi que agora pode escalar os titulares também a Leonardo era só uma brincadeira. Eu posso falar de Moratti, e algumas vezes ele tentou a escalar os jogadores no meu lugar, talvez empurrando para mandar em campo algum jogador que ele gostava muito. Mas não conseguiu, também porque eu acho que é justo um presidente não interferir sobre as escolhas técnicas do treinador. Este é um dos problemas do nosso futebol.
Presidente, diretor esportivo, responsável técnico, team manager, aqui na Itália não fazem outra coisa que complicar tudo e aumentar as pressões. A falta de transparência nas decisões, unida a uma cultura esportiva sempre mais fraca e aos estádios mais feios da Europa, colocaram em crise o futebol italiano. Estamos em um momento de inferioridade respeito ao futebol inglês e espanhol. Ao menos espero que estamos fora do "Calciocaos".

Sobre os tempos que jogava futebol Mancini disse:
Se naquela época eu tivesse jogado na Juventus, Inter ou Milan, umas duas Bolas de Ouro eu teria conseguido ganhar. Mas o meu único lamento foi a final da Taça dos Campeões perdida contra o Barcelona (aos tempos que jogava na Sampdoria). Até quando serei um técnico, o meu objetivo será conquistar aquela copa que merecia ter ganhado quando jogava.


Sobre a Inter atual..
Ibra depois de ter vencido tudo nos últimos três anos agora sente a vontade de fazer uma experiência em outro lugar. E comigo Balotelli estreou com 17 anos e sempre foi tranqüilo e educado. Deixa-me triste ouvir certos coros e ver a intolerância sobre ele, mas isto é porque vivemos em um pais que vive o medo de tudo o que é diferente.


por Freddy


Entrevista do 21/03/09


Roberto Mancini: "Eu voltar? Seria obrigado"

Sou muito orgulhoso de uma coisa: ter sido o treinador que conseguiu mudar a historia de um time como a Inter.

Inicia assim a entrevista com Roberto Mancini, ex-técnico da Inter. Sobre a possibilidade de Mancini a voltar a treinar a Inter, ele respondeu:

Não leio os jornais faz muito tempo, não sei. Não é verdade que o presidente Moratti me alertou, nos encontramos sim mas para discutir de outras coisas. Mesmo assim tenho ainda um contrato com a Inter para os próximos três anos, mas creio que a Inter não precise de um treinador neste momento. Se me chamasse de novo eu seria obrigado a voltar. Feliz ou não disto? Eu creio que no futebol tudo é possível: tantos treinadores foram mandados embora e depois voltaram.

Sobre o que aconteceu depois de Inter-Liverpool, que causou o licenciamento dele, ele disse:

Apos a partida eu disse: "Penso que estes podem ser os meus últimos três meses na Inter". Pensava que falando assim ninguém teria mais falado sobre a nossa eliminação. Depois aconteceram problemas que durante uma temporada podem acontecer. Com o time foi sempre tudo bem, mas as vezes o técnico gostaria que o presidente ajudasse mais. Eu tinha iniciado um certo trabalho quatro anos antes. O meu momento de dificuldade durou apenas o tempo de uma noite. Se depois eu me arrependi? Não sei se me arrependi assim tanto, se fiz o que fiz tinha meus motivos. Penso que sair seja triste para qualquer um. Segundo eu, perdemos em Liverpool por um erro do arbitro que depois de cinco minutos expulsou Materazzi por duas faltas injustas. Depois Cordoba se machucou e nos deixou em dificuldade.

Penso que a Inter seja um grande time. Mas a Uefa Champions League é uma competição particular. Se fosse tão fácil, o Barcelona que foi o clube mais forte nos últimos quatro anos não teria conseguido vencer uma vez só. Precisaria ter menor tensão, não creio que os clubes italianos sejam inferiores.

O clube que gostaria de treina?

A Sampdoria por uma escolha emotiva, de coração (foi onde ele jogou).
A coisa mais linda na Itália é a partida de futebol. O futebol jogado. O futebol falado piorou muito. Se escreve sempre coisas para fazer notícias, se procuram criar polemicas entre um jogador e outro. Sobre futebol se fala pouco. Um tempo os jornalistas eram mais competentes. Nos últimos dez anos mudaram muito. O que eu mudaria no futebol italiano? Construir estádios de propriedade do clube (pois hoje muitos são de propriedade das prefeituras, do governo, como mesmo o Meazza de Milão ou o Olimpico de Roma), onde as pessoas possam se divertir como antes, sem burocracias nos ingressos e sem medo da torcida rival.

Sobre as interceptações telefônicas?

Eu denunciei todo mundo porque escreveram coisas absurdas. Escreveram certas coisas três dias depois da ultima partida do campeonato, creio que já estivesse programado faz tempo. Penso que foi muito covarde da parte dos jornalistas que espero vão pagar pelo que fizeram.

Sobre os gays no futebol?

Acho que existem como em todos os contextos.

por Freddy


Entrevista de Janeiro 2009


Pagliuca: "Julio Cesar o melhor do mundo"

A Sampdoria achou a dupla fenomenal de Cassano e Pazzini. Quantos são parecidos com Vialli e Mancini?

Por características técnicas se completam, mas enquanto a força física... Vialli e Mancini venceram muito juntos, estes outros ainda precisam começar a vencer. O time da minha cidade está arriscando ser rebaixado.

Quantas possibilidades têm do Bolonha permanecer na serie A?

Vai ser difícil, mas pode conseguir. O Bologna precisa estar muito concentrado. São 2-3 times que estão lutando para não cair.

Como você vê o final de campeonato da Inter?

Tem um pouco de vantagem para administrar, mas o titulo não é certo ainda. Não podem cometerem o erro de pensarem que já venceram.

O que você acha de Carrizo, argentino goleiro da Lazio?

Eu já disse para outros jornalistas que ele ainda não me convenceu, não só pelos gols que levou, mas pelo modo de estar em campo.
Acho que Delio Rossi decidiu colocar ele na reserva para ele se esforçar mais e mostrar seu caráter.
Carrizo esta pagando as grandes expectativas que colocaram em cima dele, quando alguns disseram que ele seria o novo Peruzzi, e isto não o ajudou.
Muslera melhorou muito, mas também precisa dizer que ele já tem um ano a mais de experiência no futebol italiano.

E sobre Marchetti o que você acha?

Eu gosto muito dele. E' um goleiro moderno. Sai muito, é bom e decisivo nas defesas baixas. Se a gente parar para pensar que dois anos atras era o goleiro reserva no Albinoleffe (serie C1), deixa entender quanto é estranho o futebol.

O que você pensa de Julio Cesar?

E' um verdadeiro trabalhador, atleta sério. Além de apreciar suas qualidades no campeonato, algumas vezes eu pude ver ele treinando em Appiano Gentile. Ele tem um grande talento, que é a reatividade. Uma qualidade tão grande que fica preservada e mantida com o treinamento. 
Se é o melhor eu não sei, mas é com certeza um dos melhores.

As notas
de Pagliuca para os goleiros da serie A:

Julio Cesar (Inter): 10

Buffon (Juventus): 9

Abbiati (Milan): 9

Frey (Fiorentina): 9

Curci (Siena): 9, No momento està merecendo a convocaçao na seleçao

Bizzarri (Catania): 9

Doni (Roma): 8

Handanovic (Udinese): 8, Iniciou muito bem, depois piorou um pouco, mas agora está voltando a jogar bem. Acho que é um goleiro completo.

Marchetti (Cagliari): 8, Entre as novidades é o melhor

Amelia (Palermo): 8

Consigli (Atalanta): 7

Benussi (Lecce): 6,5; E' muito irregular

Por Freddy


Entrevista do 06/01/1972


Ivano Bordon

Uma entrevista feita em 1972, quando Ivano Bordon estava ainda se tornando um grande protagonista na defesa interista.
Naqueles tempos ele tinha somente vinte anos, e era ainda reserva do goleiro Vieri. Venceu o Scudetto de 1970/71 jogando nove partidas.
No período da entrevista, ele vinha dos sucessos na Taça dos Campeões, ganhando contra o Ajax, e está para virar o titular da equipe.


A você, Bordon, foram dados muitos apelidos, mas qual você prefere mais?
Com certeza aquele que me deu Sandro Mazzola, que me chama de "pallottola" (bala de revolver), pela minha velocidade.

Você é uma pessoa fria?
Bastante, mas tenho certeza que junto com a calma , seja uma qualidade importante para uma posição como a minha de goleiro, que precisa ter um grande controle de nervos, uma concentração fora do comum... quase como a de um mónaco do Tibete, pois acho que eles poderiam ser ótimos goleiros, mas não creio que joguem futebol no Tibete.


Esta vivendo um grande momento, é graças ao seu treinador Invernizzi?
Claro, graças a ele e as suas indicações, eu melhorei bastante nas saídas do gol, que era o meu ponto fraco. Agora estou mais preparado para este tipo de jogada um pouco "malvada", e um pouco "malandra" mas que se tornou necessária para resolver situações perigosas na área de gol.

Geralmente os goleiros se sobressaem mais em idades mais adultas, mas você conseguiu virar um protagonista na Europa com somente vinte anos de idade.
Ainda faltam muitos objetivos importantes para serem conquistados, a seleção por exemplo. Por enquanto joguei em três categorias diferentes defendendo a pátria, no sub-18, no sub-21 e no sub-23. Falta somente a grande seleção me convocar, não vejo a hora!

Neste momento, a equipe está vivendo um grande período, na Taça dos Campeões vocês eliminaram o Borussia Dortmund, depois da repetição da partida onde aconteceu o fato da famosa "latinha" que feriu Boninsegna.
Foi uma grande partida, os alemães me bombardearam literalmente, por vinte minutos eu vir chegar bolas de todos os cantos. Agradeço a minha defesa. Depois eu peguei o pênalti chutado por Sieloff, coisa que desmoralizou os nossos adversários e deu uma nova energia positiva para a nossa equipe.

O que você pensa de Vieri ?
Vieri usou palavras realmente comoventes para mim, e ninguém se esqueça que assim como Sarti, Vieri foi um exemplo para mim e também um mestre. Naturalmente ele ainda vai jogar conosco, pois é um goleiro que pode ainda ajudar muito a nossa equipe.

Quais conselhos você daria para um jovem que inicia a jogar como goleiro?
Não é fácil dar conselhos para uma posição assim tao diferente. Para muitos, não é nem para ser considerado um jogador de futebol, e sim como simplesmente um atleta, um misturado entre acrobata e ginastico. E também um goleiro pode ser ótimo, mas também azarado. E' importante, além de tudo, ter bons defensores, assim os chutes adversários não serão muito freqüentes. O goleiro não fica dentro da açao. Existem partidas que trabalha o triplo e precisa mostrar do que é capaz.

Onde vive Bordon e como passa o tempo quando esta longe do futebol?
Vivo a Trezzano Sul Naviglio, pouco fora de Milão, para evitar o caos da cidade grande. Tenho amigos nesta pequena localidade onde moro e vivo em um pequeno apartamento, e para não ser perturbado por ninguém, não tenho nem o telefone em casa. Com os meus amigos as vezes vou pescar com os amigos, meu passatempo preferido.

São só três anos que está na Inter e já ganhou um campeonato, como pensa que será este ano? (era o 1971/72)
Depois de ter vencido um campeonato tudo será mais difícil. Este ano já tive verdadeiros bombardeios de chutes no gol da parte dos nossos adversários. Mas não vão passar, palavra minha, palavra do "goleiro de gelo".

por Freddy



Jair da Costa

Jair da Costa, ponta-direita da Portuguesa de Desportos convocado para a Copa do Mundo de 1962, teve uma trajetória curta na Seleção Brasileira, mas ascensão rápida no futebol - ele não precisou disputar sequer um jogo na campanha do bicampeonato do Brasil para se transferir para o já na época milionário futebol italiano tão logo terminou o Mundial do Chile.

Com 21 anos, nascido em Santo André(SP) e revelado pelo clube do Canindé, o ponta que foi reserva de Garrincha em 1962 teve o passe comprado pela Internazionale de Milão depois de um treinamento da Seleção no Chile. O argentino Helenio Herrera, treinador da Inter e da Seleção Espanhola (na Copa, a Espanha estava no grupo do Brasil), se encantou com o futebol de estilo rápido e objetivo de Jair da Costa.

- A Internazionale estava formando um grande time. Ele me viu treinando, gostou do meu futebol e em agosto de 1962 me transferi para a Itália, onde fiquei 10 anos - conta Jair, que viu do banco de reservas no Estádio Sausalito, em Viña del Mar, a Seleção Brasileira enfrentar a Espanha do seu futuro treinador em um jogo inesquecível

- Foi o jogo mais difícil da Copa do Chile. O Brasil quase perdeu, acabamos fazendo 2 a 1 de virada.

Foi também do banco de reservas que Jair da Costa viu Garrincha "ganhar sozinho" o Mundial de 1962. Ele sabia que não teria chance de jogar, era obrigado a se conformar com a reserva, mas, ao contrário do que muitos julgam, não se considera "azarado" por ter ficado à sombra do maior ponta-direita da história do futebol.

- Ao contrário, acho que tive muita sorte. Na época, além do Garrincha, que era o titular absoluto, o futebol brasileiro tinha grandes pontas-direitas, que poderiam estar na Seleção na Copa. Mas fui eu quem viajou para o Chile - diz.

Da mesma forma, Jair não se sente diminuído por ter entrado em campo uma única vez pela Seleção Brasileira. Ele lembra, feliz, do jogo contra País de Gales, no dia 16 de maio de 1962, o último amistoso do Brasil antes da Copa do Chile.

- A Seleção Brasileira venceu por 3 a 1, com dois gols do Pelé e um de Vavá - conta Jair, que foi substituído por Garrincha no segundo tempo.

Negociado para a Internazionale depois do Mundial do Chile, Jair viu diminuir a possibilidade de voltar à Seleção Brasileira - nos anos 60, assim como não eram muitos os jogadores que deixavam o Brasil, não havia o costume de se convocar jogadores que atuavam na Europa. Ainda assim, ele foi relacionado para a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra.

- Mas tive de pedir dispensa, pois fiz uma cirurgia no ombro - conta.

Em 1966, já fazia quatro anos, Jair da Costa brilhava e era um dos destaques da Internazionale, à época um dos maiores times do mundo, cheio de craques que ele vai citando: Burgnich, Fachetti, Sandrino Mazzola, Suarez (da Seleção Espanhola), Corso.

- Era um grande time, que jogava um futebol ofensivo. Eu estava em grande fase, tinha o carinho da torcida. Na Inter, ganhei muitos títulos - diz.

Foram quatro títulos do Campeonato Italiano. Duas Ligas de Campeões da Europa e duas vezes campeão mundial interclubes. Um currículo de vencedor que o faz até hoje respeitado em Milão, para onde viaja sempre que pode.

- No Museu da Internazionale, no Estádio San Siro, tem a minha foto, chuteira, camisa, tudo está lá na galeria dos grandes jogadores. Fui muito feliz na Inter - diz.

Jair era tão querido e respeitado pela diretoria da Internazionale que voltou o clube depois que o Roma comprou o seu passe, em 1967. Ficou lá um ano somente.

- Tinha disputado três temporadas pelo Inter e fui vendido para o Roma. A torcida gostava tanto de mim que a diretoria da Inter me recomprou - conta.

Da Portuguesa, onde começou como profissional(Jair, Sílvio, Servílio, Ocimar e Nílson é o ataque que escala na ponta da língua), e do futebol dos anos 60 que chama de romântico, Jair da Costa diz que sente saudades.

- Até porque fiquei pouco tempo no Brasil. Quando fui para a Itália, lá já se jogava esse futebol que se pratica hoje, de prioridade para a marcação e muita força física. Então, dá mesmo saudade - conta Jair, aposentado da atividade de professor de escolinha de futebol, aos 65 anos, pai de quatro filhos e dois netos.




por Freddy

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