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Copa Intercontinental do 1964

A primeira vez no topo do mundo



A Inter de Helenio Herrera vence no biênio de 1964 e 1965 a Copa Intercontinental, após cinco partidas onde enfrenta os campeões argentinos do Independiente, o primeiro clube argentino a vencer uma Copa Libertadores. O ano precedente o Milan tentou ganhar o tanto desejado troféu, perdendo contra o Santos de Pelé.
O primeiro jogo foi disputado em 9 de Setembro de 1964. Uma Inter muito aguerrida acaba perdendo, por causa de um arbitro muito duvidoso que validou o gol dos argentinos, gerando assim muitas polemicas após o final de partida.
No 58° minuto, Maldonado bate uma falta que Rodriguez chuta para o gol. Sarti espalma com dificuldades mas a bola escapa das suas mãos e quica na linha de gol ante de ser agarrada definitivamente pelo goleiro. O arbitro valida o gol surpreendendo até mesmo os argentinos.

Duas semanas depois se disputou em San Siro a partida de volta, com a Inter que já havia concluido sua preparação para o campeonato que estava para iniciar. E' suficiente o primeiro tempo para decidir o jogo com um gol de Sandro Mazzola no 8° minuto e o segundo gol interista, realizado por Mario Corso no 39° minuto. No segundo tempo o time procura economizar energias, controlando o jogo e chegando perto da terceira marcação. Pois Herrera já sabe que vencendo terá de ser jogada a terceira e decisiva partida, em campo neutro, e avisa os próprios jogadores de não esperdiçar energias. E então, depois de somente três dias se disputa no estádio Santiago Bernabeu de Madrid, a terceira e decisiva partida. Foi um jogo difícil, muito diferente daquele jogado no San Siro. O primeiro tempo foi brando, com os dois times "estudando" os esquemas adversários. No segundo tempo, porém, os argentinos atacavam com vigor e somente as grandes defesas do goleiro Sarti conseguem salvar a Inter. Chegam os tempos suplementares mas a situação não muda, com a Inter sempre na defesa e os argentinos atacando. Herrera entende que só com um contra-ataque pode mudar o destino da partida, e assim foi; no 110° minuto, Corso corre com a bola e de esquerda, o seu pé preferido, marca o gol decisivo, enganando o goleiro que estava fora do gol. Inter é Campeã do Mundo.

Ida:  Avellaneda (ARG), 9 de Setembro do 1964
INDEPENDIENTE - INTER 1-0
INDEPENDIENTE: Santoro, Guzmán, Rolan, Ferreiro, Acevedo, Maldonado, Bernao, Mura, Prospitti, Rodríguez, Savoy.
Treinador: Manuel Giudice
INTER: Sarti, Burgnich, Facchetti, Tagnin, Guarneri, Picchi, Jair, Mazzola, Peirò, Suarez, Corso.
Treinador: Helenio Herrera

Marcador: 57' Rodriguez (Ind)

Volta:  Milano (ITA), 23 de Setembro do 1964
INTER - INDEPENDIENTE 2-0
INTER: Sarti, Burgnich, Facchetti, Malatrasi, Guarneri, Picchi, Jair, Mazzola, Milani, Suarez, Corso.
Treinador: Helenio Herrera

INDEPENDIENTE: Santoro, Ferreiro, Decaría, Acevedo, Paflik, Maldonado, Suárez, Mura, Prospitti, Rodríguez, Savoy.
Treinador: Manuel Giudice
Marcadores: 8' Mazzola, 39' Corso

Desempate:  Madrid (ESP), 26 de Setembro do 1964
INTER - INDEPENDIENTE 1-0
INTER: Sarti, Malatrasi, Facchetti, Tagnin, Guarneri, Picchi, Domenghini, Peirò, Milani, Suarez, Corso.
Treinador: Helenio Herrera

INDEPENDIENTE: Santoro, Guzmán, Decaría, Paflik, Acevedo, Maldonado, Bernao, Prospitti, Suárez, Rodríguez, Savoy.
Treinador: Manuel Giudice
Marcador: 110' Corso



Copa Intercontinental do 1965
de novo campeões do mundo




Em 8 de Setembro de 1965 a historia se repete, com o duelo entre os dois mesmos clubes do ano passado, que até então eram as protagonistas do futebol mundial. O independiente joga um futebol muito retranqueiro, procurando imitar a tática interista que tinha dado a vitoria aos nerazzurri em Madrid. Porém o treinador argentino do Independiente, Giudice, erra tudo, porque a defesa argentina não é como a defesa interista, assim acaba perdendo por 3-0, com gol de Pierò e dois de Mazzola para o placar final.
Na volta, no estádio argentino, uma verdadeira multidão de torcedores argentinos estão a esperar a Inter em um clima caótico, procurando apavorar e fazer perder a calma aos interistas. A torcida joga pedras e garrafas em campo, e jogadores como Jair e Peirò são vitimas de faltas gravíssimas. O arbitro mexicano Yamasaki, (que depois iria arbitrar Italia-Alemanha em 1970) é muito permissivo e assim pancadas e empurrões acabam atingindo Corso e Mazzola também. Os interistas levam pancadas mas não reagem e por final a tática argentina não dá seus frutos, acabando o jogo por 0-0 e assim a Inter vira pela segunda vez Campeã do Mundo.

Ida: Milano (ITA), 8 de Setembro do 1965
INTER - INDEPENDIENTE 3-0
INTER: Sarti, Burgnich, Facchetti, Bedin, Guarneri, Picchi, Jair, Mazzola, Peirò, Suarez, Corso.
Treinador: Helenio Herrera

INDEPENDIENTE: Santoro, Navarro, Pavoni, Acevedo, Guzmán, Ferreiro, Bernao, De la Mata, Avallay, Rodríguez, Savoy.
Treinador: Manuel Giudice

Marcadores: 2' Peirò, 23' e 60' Mazzola

Volta:  Avellaneda (ARG), 15 de Setembro do 1965
INDEPENDIENTE - INTER 0-0
INDEPENDIENTE: Santoro, Navarro, Pavoni, Ferreiro, Barrios, Guzmán, Bernao, Mura, Avallay, Mori, Savoy.
Treinador: Manuel Giudice
INTER: Sarti, Burgnich, Facchetti, Bedin, Guarneri, Picchi, Jair, Mazzola, Domenghini, Suarez, Corso.
Treinador: Helenio Herrera



Copa dos Campeoes 1964
o primeiro titulo internacional




A Inter enfrenta, no ato conclusivo da Copa dos Campeões, o fortíssimo Real Madrid de Puskas e Di Stefano. O Real dá medo, impressiona e já conseguiu vencer as primeiras cinco Copas, conseguindo nesta edição eliminar os "primos" do Milan. O campo da final é em Viena. O Prater é o estadio mais apto para uma partida que se preanuncia batalheira e espetacular. A cidade é totalmente invadida por torcedores dos dois times, com porém uma grande prevalência da torcida interista. Esta final marca, além disto, na historia do futebol a primeira transmigração de massa dos torcedores.
A partida termina com o resultado de 3-1 para a Inter, com dois gols de Mazzola e uma de Milani, enquanto para os espanhóis fez gol o armador Felo.
Para a Inter é um triunfo. A formação titular daquele time, que logo viraria como uma doce melodia era a seguinte: Sarti, Burgnich, Facchetti, Tagnin, Guarneri, Picchi, Jair, Mazzola, Milani, Suarez, Corso. Angelo Moratti, nos braços dos jogadores, levanta a Copa para o céu, quando um mar de flashes fotográficos marcam aquele momento. Aquelas fotos rodam o mundo inteiro, transformando sempre mais como simbolo daquele histórico sucesso.

Viena, 27 de Maio do 1964
INTER - REAL MADRID 3-1

INTER: Sarti, Burgnich, Facchetti, Tagnin, Guarneri, Picchi, Jair, Mazzola, Milani, Suarez, Corso.
Treinador: Helenio Herrera

REAL MADRID: Vicente, Isidro, Santamaria, Pachin, Zoco, Muller, Amancio, Felo, Di Stefano, Puskas, Gento.
Treinador: Miguel Munoz

Marcadores: 43' e 76' Mazzola, 62' Milani, 69' Felo (RM)



Copa dos Campeões 1965
segundo triunfo consecutivo




Exatamente um ano depois do primeiro triunfo europeu, a Inter tenta conquistar de novo a Liga dos Campeões. Desta vez, o adversário é o Benfica do grande Eusébio. A partida é disputada a Milão, e como era previsível, o estádio fica lotado: 80mil pessoas e 176 milhões de lira de renda, era um novo recorde no futebol italiano.
A partida foi decidida por Jair, graças também a um erro do goleiro Pereira, a Inter consegue segurar a Copa e se destacar na Europa e no Mundo.

Milao, 27 de Maio do 1965
INTER - BENFICA 1-0

INTER: Sarti, Burgnich, Facchetti, Bedin, Guarneri, Picchi, Jair, Mazzola, Peirò, Suarez, Corso.
Treinador: Helenio Herrera

BENFICA: Costa Pereira, Cavem, Cruz, Neto, Germano, Raul, José Augusto, Coluna, Torres, Eusebio, Simoes.
Treinador: Elek Schwartz

Marcador: 42' Jair






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